domingo, 18 de novembro de 2012

Revisão na Técnica


Voltando Um Pouco Atrás


   Bem, depois do último post onde falei sobre a necessidade de superarmos (o termo é forte, talvez o mais exato seria buscarmos outros caminhos)  na improvisação o estilo do bep-bop e sua personificação na guitarra na figura do mestre Wes Montgomery, me veio uma vontade grande de mostrar algumas técnicas mais básicas de abordagem do instrumento para podermos nos fortalecer em termos técnicos para essa nada fácil missão. Lembrei então dessa aula de independência de dedos que eu já havia colocado no canal da escola a algum tempo atrás e que agora pode a luz dessa proposição ser revista e utilizada como uma ponte entre o estilo mais tradicional do jazz e outras possibilidades.
   É importante aqui dizer que não vai nesse tipo de proposta nenhum tipo de negação ao estilo vigente da guitarra jazz. E isso nem seria possível, pois a história do instrumento está aí , ja foi escrita e seus ícones e valores postos e suas obras são uma influência permanente na criação de novos guitarristas. Observando com atenção a aula, vesse que de fato existe dentro dela mesma momentos de citação ao estilo tradicional da guitarra. O que de fato se quer é a partir de uma abordagem técnica, chegar-se a uma solução de continuidade onde a guitarra possa permanecer com o seu "status quo" de instrumento ligado a modernidade.



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   Nessa aula existe uma referencia anterior a exercícios de independência de dedos que são de uso corrente pelos guitarrista e professores de guitarra em geral. Caso haja alguma dúvida sobre isso, posso tranquilamente passar maiores informações. basta escrever para aloysioneves@guitarravirtual.com ou ainda aloysneves@gmail.com  ,ok?
   Na sequência voltaremos a discussão mais filosófica e a alternaremos com algumas propostas práticas para continuar o processo de entendimento do instrumento em sua concepção original, além buscar linguagens contemporâneas, próprias e mesmo autorais que revitalizem nossa perspectiva diante da guitarra e afins como veículos da expressão musical, essa sim uma forma inesgotável de contar para nós de uma outra forma a nossa história. 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

         A Improvisação em Uma Visão do Século XXI 


   Bem, já é tempo de todos nós analisarmos a improvisação dentro de um contexto mais geral na música, e por novos e renovados parâmetros. 
   Pois muita água já rolou debaixo da ponte desde que Charlie Parker criou a aura mística de grande improvisador do século XX com suas geniais gravações, realizadas, pasmem, de dentro de um banheiro por um seguidor...(senão me engano foram lançadas aqui no Brasil pelo selo Imagem)
   O Jazz de uma maneira geral, criou o "Status Quo" da improvisação como a conhecemos hoje. Geniais músicos fizeram suas carreiras calcados em solos, temas e improvisos trabalhados e criados a partir desse mundo mágico que é o Bep-Bop e suas derivações estilísticas.





  Até hoje ao ouvirmos essas já distantes gravações da Bop Era, com seus ruídos de talheres, a emoção das pessoas sentindo-se vivas num pós guerra onde o mundo parecia de novo ter esperança, sentimos a presença de algo muito especial, mágico, único...
  Mesmo com toda essa mística, essa insondável magia que influenciou gerações, é forçoso dizer que temos que ir adiante...
   Isso porque a música como um todo, não consegue na repetição e imitação contínua de seus mestres, manter a mesma sensação de novidade, de renovação, de amplitude e revolução. Os mesmos "licks" que arrasaram convenções e abriram caminho para o progresso da música, agora são amarras que nos prendem a uma nova tradição criada pelo mesmo processo conservador  que um dia foi derrubado por essas mesmas frases. 
   A questão de realmente não haver nos dias de hoje uma unanimidade genial para ser seguida e copiada é bastante significativa. Isso pode causar medo e a sensação de que nada mais existe para ser inventado. Mas também pode ser a indicação de que a próxima revolução virá não de um novo messias da música, mas sim de uma atitude conjunta de todos e uma renovação não só nos processos de criação e difusão da arte , e da música especificamente, como também do próprio conceito de criação e o seu peso dentro de esferas diferentes. 
   Mas, seja na arte pura ou no show business, o novo sempre vem. não necessariamente melhor, mas vem...
   E então em termos práticos, o que fazer? Em primeiro lugar, fazer, agir. 
   Buscar novas soluções, sem medo de ousar ou errar. Isso já é um grande começo.