quinta-feira, 11 de julho de 2013

Guitarra Virtual/Escola de Música: Aloysio Neves Trio convida Mercedes Fraga

Guitarra Virtual/Escola de Música: Aloysio Neves Trio convida Mercedes Fraga: Num show criado especialmente para essa ocasião, velhos e novos amigos irão se encontrar com o objetivo de realizar uma proposta de fusão...

Aloysio Neves Trio convida Mercedes Fraga

Num show criado especialmente para essa ocasião, velhos e novos amigos irão se encontrar com o objetivo de realizar uma proposta de fusão entre ritmo clássicos da nossa música brasileira tais como o samba e a bossa-nova (e sua derivação, o samba/jazz) com outras vertentes da música universal. Dessa forma o compositor e instrumentista Aloysio Neves convida o contrabaixista Léo Leonardo Lamas Neiva e o baterista Sergio Fernandes. Para realizar esse projeto teremos ainda a participação especial da cantora Mercedes Fraga.
Reunindo então no mesmo "set list" músicas como 'Ladeira da Preguiça" de Gilberto Gil, " Dolphin Dance" de Herbie Hancock, "Corcovado" de Tom Jobim , e "Ralph's Pianos Waltz " de John Abercrombie, "O Boto" de Luiz Eça, a inédita " Joe Pass Blues"e "Café" de Egberto Gismonti, a Aloysio Neves Trio II espera assim realizar uma síntese, um panorama das possibilidades renovadoras da música brasileira no seu encontro com o universal, esperando que daí possam surgir novas bossas novas forma de se fazer a nossa música.
O fato desse projeto ser realizado num espaço cultural o Memórias Do Rio , tradicionalmente ligado a raiz da nossa música, é fato que nos deixa muito satisfeitos pela possibilidade de agregar algum valor e esse conceito cultural e musical.
Espero que gostem e compareçam !!


Aloysio Neves Trio convida Mercedes Fraga

Centro Cultural Memórias do Rio
Av.Gomes Freire 289

dia 17/07/2013 Quarta -Feira

                               as 19:30hs

sexta-feira, 28 de junho de 2013

No Quarto de Monk

Esse vídeo possui uma ambiência  levemente expressionista e utiliza o piano de armário e sua sonoridade característica  como parte da composição

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Aloysio Neves Trio II

Num show criado especialmente para essa ocasião, velhos e novos amigos irão se encontrar no dia 19 a partir das 19hs, com o objetivo de realizar uma proposta de fusão entre ritmo clássicos da nossa música brasileira tais como o samba e a bossa-nova (e sua derivação, o samba/jazz) com outras vertentes da música universal. Dessa forma o compositor e instrumentista Aloysio Neves (violão e guitarra elétrica e semi-acústica) convida o contrabaixista André Santos e o baterista Paulo Diniz. Para realizar esse projeto teremos ainda a participação especial da cantora Mercedes Fraga. Reunindo então no mesmo "set list" músicas como 'Ladeira da Preguiça" de Gilberto Gil, " Dolphin Dance" de Herbie Hancock, "Corcovado" de Tom Jobim , e "Ralph's Pianos Waltz " de John Abercrombie, "O Boto" de Luiz Eça, a inédita " Joe Pass Blues"e "Café" de Egberto Gismonti, a Aloysio Neves Trio II espera assim realizar uma síntese, um panorama das possibilidades renovadoras da música brasileira no seu encontro com o universal, esperando que daí possam surgir novas bossas novas forma de se fazer a nossa música. O fato desse projeto ser realizado num espaço cultural o Memórias Do Rio(av.Gomes Freire 286 tel 22215441) , tradicionalmente ligado a raiz da nossa música, é fato que nos deixa muito satisfeitos pela possibilidade de agregar algum valor e esse conceito cultural e musical. Espero que gostem e compareçam !!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Ilusão da Perfeição Técnica na Música

Todos nós de uma certa forma buscamos na arte a forma perfeita de expressão. Queremos dizer que o artista tal que curtimos é perfeito e não tem falhas, assim como acreditamos nós, a nossa própria visão da arte. A perfeição é atingida, em especial no campo da técnica, de forma praticamente indiscutível, por artistas laboriosos que praticam e premeditam durante anos os seus passos, para que os façam na sequência perfeita e de forma inaudita e insuspeita, praticamente como se não tivesse sido feita por um humano,mas sim por alguém especial, por um artista... Ocorre que a repetição infindável do elemento que será colocado a prova de forma perfeita e insuspeita, perde de certa forma, o brilho da emoção encontrada ao acaso, como um raio de sol que ilumina repentinamente e de forma diferente um caminho habitual pelo qual estamos habituados a passar. Na música, a busca pela perfeição atingiu altos níveis através da edição, do corte, da masterização, de toda uma sorte de efeitos que colocam a técnica como condição primordial para a obtenção da qualidade. Interessante é que paradoxalmente, a arte desde que abandonou os cânones do classicismo e vem paulatinamente incorporando a emoção subjetiva, no caso do Romantismo, e posteriormente do subjetivismo psíquico alçado pelo expressionismo, traz a tona exatamente as incertezas e instabilidades existenciais do ser humano. Como realizar de forma perfeita, traduzindo em música aquilo que por natureza é vago , imperfeito e sutil, cambiante, vacilante, dúbio e instável, exatamente como a natureza humana? Ontem eu estava numa loja de música e a conversa passou a girar sobre os defeitos de uma banda, que o vocalista desafinava ao vivo, que a guitarra era desafinada,etc. Eis que um cara calmamente vira-se e diz: - Pois eu prefiro isso tudo a essa perfeição igual, a essa padronização perfeita das bandas de hoje, que mediocrizaram bastante a produção musical através dessa perfeição vazia... Ao concordar com ele , falei um pensamento meio improvisado, dizendo que os erros muitas vezes externam exatamente a luta do ser humano para superar a sua própria condição precária e chegar ao mais da existência, cumprindo assim a própria essência do projeto de vida A perfeição da natureza começou a ser imitada a partir do momento em que o hoem não pode perceber apenas em si um projeto de perfeição. Na música, não raro surgem ideias que buscam a perfeição da natureza. Um exemplo é a Sinfonia n.6 Pastoral de Beethoven

   Mas vejam que de fato a perfeição da natureza pintada por Beethoven é de fato a perfeição da aristocracia clássica.

   Já Debussy em La Mer...

   O Impressionismo é mais sutil, variando entre as metáforas do mar e a própria impossibilidade deste materializar-se com palavras. Ponto para a a música...

   No mundo da guitarra, vários músicos buscaram um ideal de perfeição técnica. Alguns são até bem legais, outros , embora superiormente elaborados, as vezes podem parecer até caricatos...











sexta-feira, 4 de janeiro de 2013


A Improvisação em Uma Visão do Século XXI  Parte II




   Dando sequência a esse pensamento sobre a improvisação no século XXI, que é claro começa com a forte alusão ao recém terminado século passado, pois nele como talvez em nenhum outro, se pesquisou a improvisação como uma fonte genuína de expressão musical. 
   A questão da superação do modelo Parker/ Montgomery criado de forma brilhante pelo jazz e que ainda hoje é de certa forma predominante na linguagem musical, e em especial, uma forte referência na guitarra jazz, já foi de fato debatida pela obra de alguns outros artistas, e não só guitarristas, que eu gostaria de citar aqui. Uma das primeiras referências para a quebra desse modelo, vem na verdade de fora do contexto do jazz, através do rock experimental de Jimi Hendrix. Ocorre que quando ele utiliza o ruído, um atonalismo de efeito muito aberto dentro do seu blues, ele aproxima-se de fato de abordagens tais como as de Ornette Coleman em seu clássico trabalho "Free Jazz". 
   Nesse ponto existe uma troca de informações entre linguagens diferentes, mas que trazem em si a mesma semente da renovação. 












   Essas duas linguagens trouxeram para o mundo um novo significado em termos de sons e timbres, mas também de formas mais livres, desvinculadas da clássica estrutura ABA e suas variantes. A questão do conceito chord/melody ser também diluído em uma atmosfera mais rarefeita de sentido prático aparente, mas ligado a formação de vários signos estéticos de grande valor referencial para a humanidade, representam uma verdadeira reentrada da música nos grandes temas universais. Desde Beethoven e Wagner, e isso na música erudita, esses temas não eram assim abordados, sendo a exceção para o misticismo introspectivo de Debussy e Bill Evans, mas que aqui vem na forma de uma catarse estética muito forte.


    Sob outros parametros, a busca pela renovação da linguagem encontrou eco nas cordas através de um grande violonista e compositor chamado Ralph Towner. Ele , ao contrário dos exemplos anteriores, nem realiza a catarse sonora e nem o lirismo frio, mas revitaliza a direção melódica com uma grande inventividade, unindo as vertentes, do rock, erudito e jazz.












A música de Towner realmente realiza uma outra síntese  improvisacional que não passa pela gramática do Bepbop. Sua linguagem vem do erudito e da música contemporânea.    

Mais especificamente na guitarra, temos dentre outros, alguns expoentes que realmente prepararam o terreno para o século XXI, afora estes que já foram citados.

Dois nomes não podem deixar de ser citados:

  John McLaughin- Importante elo de ligação entre o jazz clássico e o jazz/rock, trabalhou um fraseado bem autoral, onde a velocidade e formações de shapes móveis são frequentes, seja tonal ou atonal.

     


 Impossível também não citar o também inglês Allan Holdsworth como um mestre na expressão pós Coltrane, com um fraseado fluído onde o tonal e o atonal misturam-se criando o novo