Voltando Um Pouco Atrás
Bem, depois do último post onde falei sobre a necessidade de superarmos (o termo é forte, talvez o mais exato seria buscarmos outros caminhos) na improvisação o estilo do bep-bop e sua personificação na guitarra na figura do mestre Wes Montgomery, me veio uma vontade grande de mostrar algumas técnicas mais básicas de abordagem do instrumento para podermos nos fortalecer em termos técnicos para essa nada fácil missão. Lembrei então dessa aula de independência de dedos que eu já havia colocado no canal da escola a algum tempo atrás e que agora pode a luz dessa proposição ser revista e utilizada como uma ponte entre o estilo mais tradicional do jazz e outras possibilidades.
É importante aqui dizer que não vai nesse tipo de proposta nenhum tipo de negação ao estilo vigente da guitarra jazz. E isso nem seria possível, pois a história do instrumento está aí , ja foi escrita e seus ícones e valores postos e suas obras são uma influência permanente na criação de novos guitarristas. Observando com atenção a aula, vesse que de fato existe dentro dela mesma momentos de citação ao estilo tradicional da guitarra. O que de fato se quer é a partir de uma abordagem técnica, chegar-se a uma solução de continuidade onde a guitarra possa permanecer com o seu "status quo" de instrumento ligado a modernidade.
Nessa aula existe uma referencia anterior a exercícios de independência de dedos que são de uso corrente pelos guitarrista e professores de guitarra em geral. Caso haja alguma dúvida sobre isso, posso tranquilamente passar maiores informações. basta escrever para aloysioneves@guitarravirtual.com ou ainda aloysneves@gmail.com ,ok?
Na sequência voltaremos a discussão mais filosófica e a alternaremos com algumas propostas práticas para continuar o processo de entendimento do instrumento em sua concepção original, além buscar linguagens contemporâneas, próprias e mesmo autorais que revitalizem nossa perspectiva diante da guitarra e afins como veículos da expressão musical, essa sim uma forma inesgotável de contar para nós de uma outra forma a nossa história.
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