Assistindo agora ao programa Arte Ativa, com o episódio "Fama e Anonimato" não pude deixar de pensar em uma outra área da arte que é pouco explorada jornalisticamente. Falo da música contemporânea, experimental, instrumental, da música livre. Certamente pelo fato de a música possuir e ocupar uma parcela muito significativa do processo de entretenimento da sociedade, parece que ali está incluída toda a música. Isso não é fato. Mesmo os segmentos mais restritos e menos popularescos,tais como o jazz, a música erudita, etc, ainda são rasos em mostrar a realidade criativa do músico contemporaneo, que na maior parte dos casos está marginalizado junto com sua produção, ou cooptado como mão de obra em trabalhos dentro do processo do show business que de forma alguma refletem a sua verdadeira personalidade. Dessa forma, anonimos vivem sua existência estética. Cabe saber se a sociedade tem condições de assimilar essa estética e de alguma forma evoluir com eese tipo de diversidade criativa que via além da sua necessidade básica de suprir-se esteticamente de arte. As artes plásticas, ao que parece, conseguiram ao associar-se aos movimentos anarco punks de rua, destruir um cerceamento que a obrigava a ficar dentro de galerias e espaços já burocratizados onde a sua própria essência está normatizada em padrões pré concebidos. Mesmo despertando forte repulsa de uma parte significativa da sociedade, ela termina por ser uma expressão, que ao gerar essa reação, termina por conseguir essa validação da própria sociedade que a nega, pois ao revelar a sua censura, corrobora a sua existência
A música ao contrário, emsua atividade de rua ainda mostra-se pueril e incipiente como mensageira de novas estéticas. Talvez isso deva-se ao fato de o músico executar a sua arte como uma forma de atividade economica, e buscar agradar ao seu passante/mecenas instantaneo. Dessa forma ele cria, ao contrário do pixador, que não busca nem retorno financeiro e muito menos um reconhecimento, um ambiente algo servil, onde o sonho do reconhecimento permanece. como se aquilo que ele mostra ali não fosse ele de verdade, mas que existisse algo muito maior que poderia apresentar caso fosse descoberto, e dele retirado ovéu do anonimato.
Ao contrário o artista plástico/pixador, ao abdicar da inserção da sua pessoa dentro do contexto social, mas realizar a inserção, mesmo que bruta, da sua obra dentro do tecido social/urbano, realiza a função primeira dessa, que é a transformação do homem através da reflexão.
O músico de vanguarda, ou contemporâneo, como queiramos chamar, permanece num simulacro criado por ele mesmo, onde a a livre expressão acontece ao custo da não percepção do mesmo.
Esse alto custo, que é a realizacão de uma arte virtualmente inexistente para a sociedade, embora pareça vazio, de fato mostra que ainda existe um nível abaixo daquilo que a sociedade consegue perceber como arte, mesmo que fora do contexto oficialou midiático. Mesmo abaixo da arte de rua dos pixadores ainda existe um outro substrato, fino em registrar percepções sutis de todo o processo social. Na música, se escavarmos um pouco, logo encontraremos...
aloysneves.com
A música ao contrário, emsua atividade de rua ainda mostra-se pueril e incipiente como mensageira de novas estéticas. Talvez isso deva-se ao fato de o músico executar a sua arte como uma forma de atividade economica, e buscar agradar ao seu passante/mecenas instantaneo. Dessa forma ele cria, ao contrário do pixador, que não busca nem retorno financeiro e muito menos um reconhecimento, um ambiente algo servil, onde o sonho do reconhecimento permanece. como se aquilo que ele mostra ali não fosse ele de verdade, mas que existisse algo muito maior que poderia apresentar caso fosse descoberto, e dele retirado ovéu do anonimato.
Ao contrário o artista plástico/pixador, ao abdicar da inserção da sua pessoa dentro do contexto social, mas realizar a inserção, mesmo que bruta, da sua obra dentro do tecido social/urbano, realiza a função primeira dessa, que é a transformação do homem através da reflexão.
O músico de vanguarda, ou contemporâneo, como queiramos chamar, permanece num simulacro criado por ele mesmo, onde a a livre expressão acontece ao custo da não percepção do mesmo.
Esse alto custo, que é a realizacão de uma arte virtualmente inexistente para a sociedade, embora pareça vazio, de fato mostra que ainda existe um nível abaixo daquilo que a sociedade consegue perceber como arte, mesmo que fora do contexto oficialou midiático. Mesmo abaixo da arte de rua dos pixadores ainda existe um outro substrato, fino em registrar percepções sutis de todo o processo social. Na música, se escavarmos um pouco, logo encontraremos...
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