A Improvisação em Uma Visão do Século XXI
Bem, já é tempo de todos nós analisarmos a improvisação dentro de um contexto mais geral na música, e por novos e renovados parâmetros.
Pois muita água já rolou debaixo da ponte desde que Charlie Parker criou a aura mística de grande improvisador do século XX com suas geniais gravações, realizadas, pasmem, de dentro de um banheiro por um seguidor...(senão me engano foram lançadas aqui no Brasil pelo selo Imagem)
O Jazz de uma maneira geral, criou o "Status Quo" da improvisação como a conhecemos hoje. Geniais músicos fizeram suas carreiras calcados em solos, temas e improvisos trabalhados e criados a partir desse mundo mágico que é o Bep-Bop e suas derivações estilísticas.
Pois muita água já rolou debaixo da ponte desde que Charlie Parker criou a aura mística de grande improvisador do século XX com suas geniais gravações, realizadas, pasmem, de dentro de um banheiro por um seguidor...(senão me engano foram lançadas aqui no Brasil pelo selo Imagem)
O Jazz de uma maneira geral, criou o "Status Quo" da improvisação como a conhecemos hoje. Geniais músicos fizeram suas carreiras calcados em solos, temas e improvisos trabalhados e criados a partir desse mundo mágico que é o Bep-Bop e suas derivações estilísticas.
Até hoje ao ouvirmos essas já distantes gravações da Bop Era, com seus ruídos de talheres, a emoção das pessoas sentindo-se vivas num pós guerra onde o mundo parecia de novo ter esperança, sentimos a presença de algo muito especial, mágico, único...
Mesmo com toda essa mística, essa insondável magia que influenciou gerações, é forçoso dizer que temos que ir adiante...
Isso porque a música como um todo, não consegue na repetição e imitação contínua de seus mestres, manter a mesma sensação de novidade, de renovação, de amplitude e revolução. Os mesmos "licks" que arrasaram convenções e abriram caminho para o progresso da música, agora são amarras que nos prendem a uma nova tradição criada pelo mesmo processo conservador que um dia foi derrubado por essas mesmas frases.
A questão de realmente não haver nos dias de hoje uma unanimidade genial para ser seguida e copiada é bastante significativa. Isso pode causar medo e a sensação de que nada mais existe para ser inventado. Mas também pode ser a indicação de que a próxima revolução virá não de um novo messias da música, mas sim de uma atitude conjunta de todos e uma renovação não só nos processos de criação e difusão da arte , e da música especificamente, como também do próprio conceito de criação e o seu peso dentro de esferas diferentes.
Mas, seja na arte pura ou no show business, o novo sempre vem. não necessariamente melhor, mas vem...
E então em termos práticos, o que fazer? Em primeiro lugar, fazer, agir.
Buscar novas soluções, sem medo de ousar ou errar. Isso já é um grande começo.
Mesmo com toda essa mística, essa insondável magia que influenciou gerações, é forçoso dizer que temos que ir adiante...
Isso porque a música como um todo, não consegue na repetição e imitação contínua de seus mestres, manter a mesma sensação de novidade, de renovação, de amplitude e revolução. Os mesmos "licks" que arrasaram convenções e abriram caminho para o progresso da música, agora são amarras que nos prendem a uma nova tradição criada pelo mesmo processo conservador que um dia foi derrubado por essas mesmas frases.
A questão de realmente não haver nos dias de hoje uma unanimidade genial para ser seguida e copiada é bastante significativa. Isso pode causar medo e a sensação de que nada mais existe para ser inventado. Mas também pode ser a indicação de que a próxima revolução virá não de um novo messias da música, mas sim de uma atitude conjunta de todos e uma renovação não só nos processos de criação e difusão da arte , e da música especificamente, como também do próprio conceito de criação e o seu peso dentro de esferas diferentes.
Mas, seja na arte pura ou no show business, o novo sempre vem. não necessariamente melhor, mas vem...
E então em termos práticos, o que fazer? Em primeiro lugar, fazer, agir.
Buscar novas soluções, sem medo de ousar ou errar. Isso já é um grande começo.
Wes foi uma das mais perfeitas traduções da linguagem do Bep-Bop para a guitarra. Apenas 3 anos após a morte do Bird ele já transcrevia toda aquela fluência com habilidade para a guitarra, seguindo o caminho de precursores como Mundell Lowe (ainda vivo com 90 anos !)e Charlie Christian. Essa linguagem cristalizou-se como a principal corrente do jazz no instrumento, sendo que apenas nos anos 70 houve novidades com o advento do Jazz/Rock e mesmo agora num momento amplamente retrô, é a principal escola de guitarra jazz.
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